A importância do brincar

Fantoches de feltro para contar histórias! Quem conta histórias preserva memórias!

A importância do brincar

O brincar faz parte da infância, é o algo ao qual todas as crianças têm ou deveriam ter, direito de alguma forma, é o que nivela inicialmente nossa base da pirâmide social, no quesito infância. Não estou falando da qualidade do brinquedo envolvido, mas na fantasia, no direito à criar e experimentar. Achei o texto abaixo no link http://fundacaotelefonica.org.br/educacao-do-seculo-xxi/a-importancia-do-brincar-para-o-desenvolvimento-na-infancia/ muito interessante e copio abaixo para vocês!

O brincar representa para a criança uma linguagem própria de conexão com o mundo e a chance de desenvolver habilidades essenciais para um desenvolvimento integral. Correr, pular, inventar, encenar. O que está por trás do brincar? A partir deste universo criado pela imaginação das crianças, competências importantes são aprendidas para a vida. Brincar livre traz a oportunidade de desenvolver relações, conviver com o diferente, estimular a experimentação, além de resultar em uma visão mais otimista do mundo.

“O brincar é a linguagem central e inerente da infância. Não existe uma criança que não saiba brincar, isso faz parte do desenvolvimento dela. É onde ela expressa sua subjetividade, cria hipóteses, aprende a negociar, e exercita a capacidade criativa. O ato de brincar representa o gesto primordial de exploração do mundo e do conhecimento do outro”, diz a pedagoga Ana Claudia de Arruda Leite.

Em um mundo estruturado por convenções e valores sociais, e cada vez mais dominado pela tecnologia, o espaço para a brincadeira se mostra ainda mais importante para reconhecer o potencial transformador em cada um de nós.

Os adultos no mundo do brincar

E, neste contexto, qual é o papel do adulto para incentivar a brincadeira? Tanto os pais quanto os educadores estão em um estágio de desenvolvimento diferente do da criança e por isso é tão difícil chegar em um lugar comum entre as duas formas de ver o mundo. A rotina corrida e as demandas da vida em sociedade também contribuem para que sobre menos tempo para esse resgate lúdico no dia a dia.

“Não dá pra gente voltar a ser criança. Ainda que seja possível retomar alguns aspectos como criatividade e o vínculo com o outro, é muito comum o adulto bater de frente com a lógica infantil, tentando direcioná-la para o racional”, diz Ana Claudia. “Mesmo com essas diferenças, muita coisa pode ser feita para que o brincar aconteça de um jeito potente”.

A primeira coisa, na visão da pedagoga, é reconhecer a criança como um sujeito ativo, que parte de uma outra perspectiva de tempo, de espaço e de entendimento de vida. Uma vez entendendo isso, o adulto pode exercer seu papel de estabelecer limites, mas direcionando-os para um aprendizado integral. Um exemplo prático é limitar o tempo das crianças com as telas, deixando-as criar maneiras próprias de lidar com o tédio e a frustração.

Outra saída é alternar o tempo disponível das crianças, para que o brincar também tenha sua vez. É claro que o inglês, o teatro e o esporte são importantes e necessários para o desenvolvimento, mas deixar que a criança tenha tempo para escolher o que quer fazer também é um incentivo ao brincar.

“O adulto não precisa sentar e se obrigar a entrar na lógica da criança o tempo todo, mas precisa estar presente para garantir que o brincar de qualidade esteja disponível como uma opção de atividade e expressão”, conclui.

Educação integral e o brincar na escola

É por meio da brincadeira que as crianças desenvolvem habilidades de interação no meio social, emocional, cognitivo e intelectual. É onde fazem descobertas, escolhas e exercem a autonomia com relação a suas próprias ferramentas de conexão com o que as cerca. No contexto educacional e legislativo, brincar é um direito e também um dos passos para uma educação integral.

Ana Claudia acrescenta que, para além das diretrizes como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trazem propostas para esse tipo de educação, a escola tem de reavaliar a maneira como trabalha o aprendizado adquirido ao brincar.

“Hoje, a importância do brincar é um consenso. Mas não atingiremos o desenvolvimento esperado se trouxermos a brincadeira para o contexto educacional de uma forma totalmente planejada, normatizada, controlada e moralizante. Se for assim, deixa de ser brincadeira para se tornar jogo pedagógico”, reforça.

A ideia é que as escolas reservem um tempo, dentro do currículo pré-estabelecido, para que as crianças possam escolher como querem brincar. O papel do educador é fundamental na observação dessas brincadeiras e na preparação desse espaço, pois os materiais disponíveis também definem um brincar de qualidade.

“Escutar e observar com atenção os gestos da criança é extremamente importante na educação infantil”, complementa a pedagoga. “É importante que o professor esteja presente e, se for preciso, faça mediação de algumas situações, provoque novas descobertas e oriente as crianças no sentido de encontrar as respostas das hipóteses que formulam sem interferir diretamente nesse processo de descoberta”.

Link do texto/fonte http://fundacaotelefonica.org.br/educacao-do-seculo-xxi/a-importancia-do-brincar-para-o-desenvolvimento-na-infancia/

Festa do pijama - Sacolinhas que quando abertas são caminhas para dedoches e bichinhos de feltro, com cama, coberta e travesseiro. Quando a brincadeira acaba, basta fechar a sacolinha e guardar com tudo lá dentro, sem bagunça!